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Caldinha ligeira de chocolate

E como preparei o bolo de cenoura, aproveitei pra fazer a caldinha ligeira de chocolate, mais uma receita do livro que está na minha lista.

Caí na besteira de usar chocolate meio amargo (já que era esse que estava escrito nos ingredientes), mesmo sabendo que SEMPRE que eu faço qualquer coisa com chocolate amargo, não só eu não gosto, como ninguém que come gosta. Então se eu fosse fazer de novo, sem dúvidas, faria com chocolate ao leite.

A surpresa dessa receita foi que a calda ficou com uma consistência maravilhosa, como se fosse uma ganache. A Rita diz para misturar manteiga, água, mel e chocolate em uma panelinha, levar ao fogo médio até borbulhar, depois abaixar o fogo e mexer por 10 minutos. Cismada em derreter chocolate direto na panela, derreti ele separado no microondas e depois juntei com os outros ingredientes.

Também não quis despejar a calda por cima do bolo inteiro, então levei a calda separada para a casa da minha mãe (junto com o bolo), assim se ela quisesse ela mesma colocaria. Ela provou e não deu outra: achou amarga (nem quero saber que fim teve essa calda...).

Resumindo: A menos que você seja fã de chocolate meio amargo, faça essa calda com chocolate ao leite e tenho certeza de que ficará perfeita. :)

Até a próxima,
Dani

Bolo de cenoura clássico

Esse é clássico mesmo, sem nenhum diferencial, mas tenho certeza que tão gostoso quanto qualquer outro bolo de cenoura simples.

Para fazer é só bater no liquidificador as cenouras picadas, o óleo, o açúcar e os ovos até obter um creme liso. Depois colocar a mistura em uma tigela grande, acrescentar a farinha e o fermento peneirados, colocar na forma e assar em forno pré-aquecido.

Felipe comeu como se estivesse provando algo em algum programa de TV. Terminou de mastigar e fez: "Huuuuummmmmmm...." Ao fim da primeira fatia, começou a gritar: "Dá mais bolo pá mimmmmm!" ;)

No livro do Panelinha tem outra receita de bolo de cenoura bem mais sofisticada do que essa versão (que todo mundo conhece), mas esse vai sair lá da cozinha da minha amiga Cris.

Até,
Dani

A massa do Alfredo

Alguns dias de recesso, um pouquinho de desânimo, muitos puxões de orelha da Cris, e aqui estou eu com a primeira receita do Panelinha de 2012. :D

Essa massa foi a prova de o quanto o gosto (como tudo na vida, aliás) é uma coisa relativa.

Preparei o prato correndo (já que eu e marido resmungávamos de fome) e ao mesmo tempo em que servia o jantar do Felipe (porque esse nunca escapa do arroz e feijão).

O preparo é à jato. Cozinhar o macarrão em água e sal, até ficar al dente, e enquanto isso fazer o molho: misturar creme de leite fresco + manteiga + sal em fogo médio, mexendo sempre, por alguns minutos. Depois é distribuir o molho bem quente por cima do Fettuccine, salpicar queijo parmesão ralado, e só. Meu único pitaco foi acrescentar um pouco de amido de milho (diluído em um pouco de leite) para dar uma engrossada (já que eu prefiro molhos mais encorpados).

O marido foi o primeiro a experimentar e a primeira frase foi: - Mais ou menos! Duas ou três garfadas e veio a segunda: - Não dá. (Largou o prato na pia e saiu procurando o telefone para pedir uma tele-qualquer-coisa).

Fui jantar sozinha, já desanimada (principalmente por ter feito a receita dobrada, o que significa ter usado 400g de fettuccine)... e foi aí que veio a surpresa. Não só eu gostei, como eu a-d-o-r-e-i. Comi, repeti, me empanturrei, e acho bem provável que seja esse o meu almoço de amanhã.

Já me sinto mais animada para as próximas empreitadas. :)

Até mais,
Dani

Bolo delícia de limão

Sem muito o que dizer, só que o bolo faz jus ao nome... sendo de fato uma delícia.

Para preparar, primeiro peneirei os ingredientes secos (farinha, fermento e sal).

Na batedeira, bati a manteiga até ficar fofa, acrescentei açúcar, ovos e os ingredientes secos reservados, alternando com leite e batendo tudo a cada adição, apenas para misturar.

Depois desliguei a batedeira e acrescentei as raspas de 2 limões e aí foi só levar para assar em forno pré-aquecido.

A massa fica super cremosa devido à grande quantidade de manteiga (200g), logo o bolo é um pouco gordo (daqueles que não dá pra abusar). Ainda tem um toque final que é fazer o glacê, que na verdade não é um glacê e sim aquela famosa casquinha de açúcar: basta misturar o suco do limão com o açúcar e jogar por cima do bolo. Acabei caprichando nessa hora e fazendo uma casca bem mais grossa do que a da Rita, o que não comprometeu nada já que o bolo fez a festa dos meus primos, acabando em poucos minutos.

Destaco que a receita deste bolo está não só no livro, como também aqui no site, onde ela aparece como a número 1 entre as mais acessadas.

Resumindo, um bolo DELÍCIA de limão, para quem quiser enfiar o pé na jaca. :)

Até a próxima!

Dani

Bolo de copinho

Eu faço parte daquele grupo de pessoas que tem "medinho" das ondas do microondas (mesmo não sabendo nada a respeito), então eu evito o seu uso o máximo possível.

Nunca gostei da ideia do bolo de copinho ou bolo de caneca, que explodiu na internet ha um tempo atrás. A única vez em que eu fiz a receita foi por pura curiosidade de saber se realmente ia sair um bolo dali de dentro, e saiu, embora nem um pouco gostoso e com aquele cheiro de ovo que faz com que a gente desista de comer ou se arrependa depois de ter comido.

Nunca mais tinha feito o tal bolo de copinho, e nem pretendia, mas como é uma das receitas do Panelinha que estão na minha lista (e não na lista da Cris), resolvi me livrar logo dele.

Devo dizer que continuo não gostando da ideia de usar o microondas pra cozinhar nada, mas reconheço que a Rita conseguiu melhorar consideravelmente a versão original desta receita. Primeiro porque ela não bate os ingredientes (manteiga, leite, ovo, açúcar, cacau em pó, farinha e fermento) direto no copo, e sim em uma tigela (pra depois distribuir a massa nos copinhos). Experimente bater um ovo dentro de uma xícara e depois batê-lo em uma tigela grande, com fouet, e verá a diferença. Adeus cheiro de ovo.

Outras melhorias que ela fez foi trocar o óleo pela manteiga derretida e o chocolate pelo cacau em pó, além de peneirar os ingredientes secos, deixando a massa aerada e, por consequência, mais leve.

O único problema foi que o livro indica 3 minutos no microondas, na potência máxima. Eu acreditei, fui até esperar na sala... e, quando o micro apitou e eu abri a portinha, uma fumaça insuportável tomou conta da cozinha. O bolinho, claro, estava completamente queimado... e eu saí abrindo todas as janelas, mesmo estando sob um frio de doer os ossos. Mas antes bater os dentes que morrer intoxicada.

Na segunda tentativa deixei apenas 1 minuto e o bolinho estava no ponto. Não sei se o tempo varia de um aparelho para o outro ou se foi equívoco do livro. O fato é que pra quem gosta de receitas práticas (e de microondas), a receita é um achado. :)

Até mais,
Dani

Piadina

A Rita Lobo diz que este pão pode ser servido assim, quentinho, sem nada. Eu já acho que o recheio dele é simplesmente obrigatório. Quase como um pão sírio, ele sozinho não tem glamour algum, embora também não precise de muita coisa. Experimentei depois com rodelas de tomate e um fio de azeite e ficou completamente outra coisa. Já ele puro... nenhuma graça. 

Acho que comer piadina sem recheio é o mesmo que comer tapioca sem passar nem uma manteiguinha. Não desce. 

O preparo é bem simples: misturar farinha, sal, fermento, leite, formar uma bola e sovar por alguns minutos. Depois é só enrolar em formato de cobra, cortar em 6 pedaços, abrir cada um deles com um rolo e colocar os discos na chapa quente dos dois lados. E pronto.

Eu fiz a versão integral, usando metade da farinha branca e a outra metade integral, o que segundo a autora deixa a massa mais durinha, mas igualmente saborosa. Porém, além de não me deixarem sair da dieta, não fizeram nenhum outro grande sucesso.

Até,
Dani

Almôndegas para crianças

Quando eu bati os olhos nessa receita pensei que ia passar horas na cozinha, mas o procedimento todo é relativamente rápido (a Rita Lobo que exagerou um pouco na riqueza de detalhes).

Comecei preparando o molho, que é uma lata de tomate pelado temperado com cebola, alho, azeite, manteiga, sal e pimenta-do-reino moída na hora. Sou apaixonada por tomate pelado e não tenho dúvidas de que ele é o grande diferencial desta receita... e acho que de qualquer outra em que ele for ingrediente.

[tomate pelado italiano, eu te amo!]

Depois temperei a carne moída com cebola, alho, salsinha picada, sal, pimenta-do-reino e miolos de pão francês molhados no leite. Quando acrescentei o ovo ficou praticamente impossível formar bolinhas bem definidas e a Rita diz que a receita é assim mesmo: não compactar as almôndegas, apenas enrolar com as palmas das mãos, sem apertar. Ok. Fiz algumas almôndegas do jeito que o livro pedia e nas restantes acrescentei aveia em flocos (que, além de deixar a carne mais gostosa e saudável, faz com que você possa enrolar as bolinhas com muito mais facilidade). Achei bem melhor assim.

Com as almôndegas feitas, é só empaná-las com farinha, fritar todas em azeite e transferí-las para a panela do molho. Quando começar a ferver, cozinhar mais 10 minutos, corrigir o sal, a pimenta e... voilà!

Um arroz soltinho pra acompanhar foi suficiente. =)

Até mais,
Dani

Pudim de leite sem furinhos

Esta receita eu acabei fazendo duas vezes, já que na primeira eu caí na besteira de embalar, colocar no porta-malas do carro e levar para a casa de parentes em outra cidade. O resultado foi que ele chegou lá líquido e eu me senti o ser mais retardado do universo.
Ok, comeram o pudim mesmo assim (até porque nunca vi nada que contivesse leite condensado ir para o lixo, não importa o quão errada a receita tenha saído).

Menos mal.

Em outro dia, repeti todo o procedimento: bater no liquidificador o ovo, a maisena, o leite condensado, o creme de leite e o leite, assar em banho-maria por 40 minutos e levar à geladeira por 6 horas. Moleza.

Já tinha percebido que a calda do pudim tinha ingredientes desproporcionais, então decidi que esta eu faria do meu jeito. Quanto ao pudim, eu ainda achava que ele só tinha ficado líquido devido ao tempo que passou sob o calor do meu porta-malas (ainda que o percurso todo tenha durado apenas 30 minutos).

Mas depois de pronto, a surpresa: o pudim, que desenformou lindamente, desmoronou em poucos minutos. Algum tempo depois e ele estava quase tão líquido quanto o primeiro. Desastre. E as razões pra não ter dado certo podem ter sido as mais diversas. Depois de matutar a respeito, eu coloquei a culpa na ausência de ovos. Pensei em repetir a receita com 2 ou 3 ovos a mais e poderia apostar alguns mi-réis como ele ficaria durinho.

Mas sinceramente? Não posso garantir o que foi que deu errado, e deixo a tarefa de descobrir pra quem quiser se aventurar. Por ora, chega de pudins molengas enfeiando a minha geladeira. :P

(E sim, ele realmente não tem furinhos, mas isso nem vem mais ao caso...).

Até a próxima,
Dani

update à 1h da manhã: E a Cris talvez tenha solucionado o mistério: o pudim não deve ser assado em banho-maria e sim assado simplesmente (consegui acrescentar informação em uma receita de 4 frases... gente, gente).

Em breve eu conto como ficou o terceiro pudim. Haha

update em 01/10: Preparei o pudim novamente, agora sem assar em BM e ficou do MESMO jeito. Alguma alma caridosa, que tenha o livro do panelinha e queira repetir esta receita, por favor volte para contar como ficou.

Grata!

Bolo cremosinho

Esse é daqueles bolos mais pá-puns que existem: rápido, prático, de liquidificador e perfeito para comer com café no finzinho da tarde. E o que é melhor: de milho. E o que é melhor ainda: com gostinho de pudim. :)

Os ingredientes foram: milho (o verdadeiro, de espiga), açúcar, leite, ovos, manteiga, farinha de trigo e fermento. É só bater tudo no liquidificador, despejar o que foi batido em uma assadeira retangular untada e levar ao forno pré-aquecido até ficar coradinho (cerca de 30 minutos). Muito bom!

Até,
Dani

Batatas ao murro

Sem descascar as batatas, é só lavá-las com água corrente, cozinhar, deixar esfriar… dar um murro em cada uma delas e depois assá-las com sal grosso, azeite e alecrim. Sou suspeita pra falar de batatas porque gosto delas de qualquer jeito, mas batatas ao murro eu nunca tinha feito, por pura cisma. Sempre achei que esmurrar batatas cozidas só pra depois chamá-las de batatas ao murro era coisa de quem não tinha mais o que inventar.

Mas, ao folhear o livro do Panelinha, lá estavam elas (entre as receitas que ficaram pra mim). Então agora eu tinha que fazer (agradecimentos ao marido que saiu tarde da noite pra buscar o azeite que tinha acabado e assim não frustrar a receita, já que as batatas já estavam cozinhando).

Não pude deixar de notar que a quantidade de sal recomendada era praticamente um ataque cardíaco, e eu retirei todo o excesso pra conseguir comer, mas admito que para servir de acompanhamento em um churrasco, as batatas salpicadas de sal grosso tenham lá o seu charme.

A verdade é que continuei achando a receita sem propósito. É só assar batatas ao murro junto com quaisquer outras batatas, bem temperadas, mas que não foram esmurradas. Dou um doce pra quem comer e souber a diferença.

Até a próxima,
Dani

Mac´n´cheese delicado

Eu pensei que, com tão poucos ingredientes, ele ia ser menosprezado como prato principal (porque eu não fiz absolutamente nada para acompanhá-lo), mas errei. O mac´n´cheese foi muito bem recebido e foi a primeira vez que meu filho Felipe (maior apreciador de espaguetes, fidelinhos, ave-marias e outros) não desprezou o pobre do caracol, e ainda pediu mais (ou maisi, maisi, como ele diz).

O preparo é simples, mas com um pulo do gato previsível: massa pré-cozida (o que quer dizer que você deve desligar o fogo antes que o macarrão esteja al dente). É isso ou um macarrão, como diz a Rita, empapuçado. Depois é só fazer o molho, uma mistura de creme de leite fresco, queijo parmesão (de saquinho não vale), noz-moscada, sal e pimenta-do-reino - de tão fácil sequer vai ao fogo, juntar os dois e levar ao forno.

Algum tempo depois e eu me perguntava: o queijo não deveria dourar? Lá estava eu esperando que se formasse a tal crosta crocante, e nada. Também, não conheço nada mais relativo do que tempo de forno (é o tipo de informação que eu quase sempre ignoro em uma receita). 

O dobro do tempo indicado depois e a massa dividiu-se em partes douradas, partes brancas. Retirei do forno sem esperar que o queijo dourasse por completo e, tendo provado dos dois, posso dizer que dispenso a crosta e prefiro esta receita com o queijo ainda branquelo, não seco e crocante, mas macio e cremoso. E com muita pimenta-do-reino.

Mas isso é só preferência pessoal. O que importa é que a primeira receita do projeto foi aprovada com louvor. E que venham as outras 217. :)

Até a próxima,
Dani