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A massa do Alfredo

Alguns dias de recesso, um pouquinho de desânimo, muitos puxões de orelha da Cris, e aqui estou eu com a primeira receita do Panelinha de 2012. :D

Essa massa foi a prova de o quanto o gosto (como tudo na vida, aliás) é uma coisa relativa.

Preparei o prato correndo (já que eu e marido resmungávamos de fome) e ao mesmo tempo em que servia o jantar do Felipe (porque esse nunca escapa do arroz e feijão).

O preparo é à jato. Cozinhar o macarrão em água e sal, até ficar al dente, e enquanto isso fazer o molho: misturar creme de leite fresco + manteiga + sal em fogo médio, mexendo sempre, por alguns minutos. Depois é distribuir o molho bem quente por cima do Fettuccine, salpicar queijo parmesão ralado, e só. Meu único pitaco foi acrescentar um pouco de amido de milho (diluído em um pouco de leite) para dar uma engrossada (já que eu prefiro molhos mais encorpados).

O marido foi o primeiro a experimentar e a primeira frase foi: - Mais ou menos! Duas ou três garfadas e veio a segunda: - Não dá. (Largou o prato na pia e saiu procurando o telefone para pedir uma tele-qualquer-coisa).

Fui jantar sozinha, já desanimada (principalmente por ter feito a receita dobrada, o que significa ter usado 400g de fettuccine)... e foi aí que veio a surpresa. Não só eu gostei, como eu a-d-o-r-e-i. Comi, repeti, me empanturrei, e acho bem provável que seja esse o meu almoço de amanhã.

Já me sinto mais animada para as próximas empreitadas. :)

Até mais,
Dani

Bolo de copinho

Eu faço parte daquele grupo de pessoas que tem "medinho" das ondas do microondas (mesmo não sabendo nada a respeito), então eu evito o seu uso o máximo possível.

Nunca gostei da ideia do bolo de copinho ou bolo de caneca, que explodiu na internet ha um tempo atrás. A única vez em que eu fiz a receita foi por pura curiosidade de saber se realmente ia sair um bolo dali de dentro, e saiu, embora nem um pouco gostoso e com aquele cheiro de ovo que faz com que a gente desista de comer ou se arrependa depois de ter comido.

Nunca mais tinha feito o tal bolo de copinho, e nem pretendia, mas como é uma das receitas do Panelinha que estão na minha lista (e não na lista da Cris), resolvi me livrar logo dele.

Devo dizer que continuo não gostando da ideia de usar o microondas pra cozinhar nada, mas reconheço que a Rita conseguiu melhorar consideravelmente a versão original desta receita. Primeiro porque ela não bate os ingredientes (manteiga, leite, ovo, açúcar, cacau em pó, farinha e fermento) direto no copo, e sim em uma tigela (pra depois distribuir a massa nos copinhos). Experimente bater um ovo dentro de uma xícara e depois batê-lo em uma tigela grande, com fouet, e verá a diferença. Adeus cheiro de ovo.

Outras melhorias que ela fez foi trocar o óleo pela manteiga derretida e o chocolate pelo cacau em pó, além de peneirar os ingredientes secos, deixando a massa aerada e, por consequência, mais leve.

O único problema foi que o livro indica 3 minutos no microondas, na potência máxima. Eu acreditei, fui até esperar na sala... e, quando o micro apitou e eu abri a portinha, uma fumaça insuportável tomou conta da cozinha. O bolinho, claro, estava completamente queimado... e eu saí abrindo todas as janelas, mesmo estando sob um frio de doer os ossos. Mas antes bater os dentes que morrer intoxicada.

Na segunda tentativa deixei apenas 1 minuto e o bolinho estava no ponto. Não sei se o tempo varia de um aparelho para o outro ou se foi equívoco do livro. O fato é que pra quem gosta de receitas práticas (e de microondas), a receita é um achado. :)

Até mais,
Dani

Piadina

A Rita Lobo diz que este pão pode ser servido assim, quentinho, sem nada. Eu já acho que o recheio dele é simplesmente obrigatório. Quase como um pão sírio, ele sozinho não tem glamour algum, embora também não precise de muita coisa. Experimentei depois com rodelas de tomate e um fio de azeite e ficou completamente outra coisa. Já ele puro... nenhuma graça. 

Acho que comer piadina sem recheio é o mesmo que comer tapioca sem passar nem uma manteiguinha. Não desce. 

O preparo é bem simples: misturar farinha, sal, fermento, leite, formar uma bola e sovar por alguns minutos. Depois é só enrolar em formato de cobra, cortar em 6 pedaços, abrir cada um deles com um rolo e colocar os discos na chapa quente dos dois lados. E pronto.

Eu fiz a versão integral, usando metade da farinha branca e a outra metade integral, o que segundo a autora deixa a massa mais durinha, mas igualmente saborosa. Porém, além de não me deixarem sair da dieta, não fizeram nenhum outro grande sucesso.

Até,
Dani

Bolo cremosinho

Esse é daqueles bolos mais pá-puns que existem: rápido, prático, de liquidificador e perfeito para comer com café no finzinho da tarde. E o que é melhor: de milho. E o que é melhor ainda: com gostinho de pudim. :)

Os ingredientes foram: milho (o verdadeiro, de espiga), açúcar, leite, ovos, manteiga, farinha de trigo e fermento. É só bater tudo no liquidificador, despejar o que foi batido em uma assadeira retangular untada e levar ao forno pré-aquecido até ficar coradinho (cerca de 30 minutos). Muito bom!

Até,
Dani

Batatas ao murro

Sem descascar as batatas, é só lavá-las com água corrente, cozinhar, deixar esfriar… dar um murro em cada uma delas e depois assá-las com sal grosso, azeite e alecrim. Sou suspeita pra falar de batatas porque gosto delas de qualquer jeito, mas batatas ao murro eu nunca tinha feito, por pura cisma. Sempre achei que esmurrar batatas cozidas só pra depois chamá-las de batatas ao murro era coisa de quem não tinha mais o que inventar.

Mas, ao folhear o livro do Panelinha, lá estavam elas (entre as receitas que ficaram pra mim). Então agora eu tinha que fazer (agradecimentos ao marido que saiu tarde da noite pra buscar o azeite que tinha acabado e assim não frustrar a receita, já que as batatas já estavam cozinhando).

Não pude deixar de notar que a quantidade de sal recomendada era praticamente um ataque cardíaco, e eu retirei todo o excesso pra conseguir comer, mas admito que para servir de acompanhamento em um churrasco, as batatas salpicadas de sal grosso tenham lá o seu charme.

A verdade é que continuei achando a receita sem propósito. É só assar batatas ao murro junto com quaisquer outras batatas, bem temperadas, mas que não foram esmurradas. Dou um doce pra quem comer e souber a diferença.

Até a próxima,
Dani

Fusili com abobrinha e manjericão

Confesso que quando escolhi fazer o Fusili fiquei um pouco desconfiada por causa do marcante parmesão. Mas para minha surpresa ele quase não fez diferença na receita.

Acontece que não sou uma apreciadora do queijo italiano e da abobrinha, no entanto, gosto muito de macarrão, azeite e manjericão.

O modo de preparo é super fácil: Cozinhar o parafuso com bastante água e sal enquanto doura as abobrinhas, cortadas em forma de meia lua, em um bom azeite perfumado com lâminas de alho. Depois misturar tudo com o parmesão, mais azeite e muito manjericão.

O jantar rápido foi aprovado pela família, mas a grande questão era o que poderia substituir a abobrinha sem que se perdesse a leveza do prato, ou seja, mesmo ficando bom, acho que a abobrinha não foi a grande estrela da noite.